Investigações


Linhas de investigação

1. O intelectual e os movimentos intelectuais

Genealogia e auto-consciência do intelectual; circulação e modos de apropriação das ideias; história dos movimentos intelectuais; intelectuais e artistas; os intelectuais e a política;

2. A prática das artes: teoria e crítica; tradições e rupturas
A arte como acontecimento social; história das ideias estéticas; teorias de correntes e movimentos artísticos; história e teoria da crítica; tradição e ruptura na prática individual da arte e nas correntes artísticas;

3. Invenção e socialização — meios, lugares e instituições
Estudo de lugares, instituições e dispositivos de produção/reprodução do pensamento nas suas várias formas; autonomia, coexistência, cruzamento e mistura dos lugares de invenção e de socialização; escolas, academias, salões, galerias, fundações, cafés; publicações; políticas de cultura;

4. Indústria cultural e dispositivos de percepção
Génese e afirmação dos meios de comunicação de massa (cinema, radio, televisão, grande imprensa, publicidade); transformação dos dispositivos de percepção e reconfigurações do espaço público; a cultura entre o artístico e o político.

Investigações em curso



Projectos científicos financiados pela FCT

Decorrem no âmbito do Grupo Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais dois projectos de investigação financiados pela FCT — Fundação para a Ciência e a Tecnologia:


1. Preparação da edição crítica da Obra integral de Bento de Jesus Caraça

(IR: António Pedro Pita)

Dada a importância doutrinária e cívica de Bento de Jesus Caraça e a inacessibilidade e dispersão actuais dos seus textos é necessário estabelecer com rigor o respectivo corpus textual. as condições fidedignas da própria obra a estudar. Daí nasceu o "Projecto de edição crítica da obra integral".

O Projecto, apresentado à Fundação para a Ciência e Tecnologia (sessão pública: 26. Outubro.2000), foi aprovado e financiado (22.Janeiro.2001), para três anos, (data oficial de início: 1.Junho.2001).

Apresenta uma tripla dimensão:
1. recolha e organização de toda a obra do autor;
2. contextualização teórica, sócio-política e histórica de cada texto;
3. estudo genético dos textos e suas variantes, e respectivo aparato crítico.

Em Dezembro de 2001, foi apresentado o primeiro volume, Emancipação e cultura, 1929-1933 (Campo das Letras, Porto).

Equipa de investigação

António Pedro Pita
Luís Augusto Costa Dias
Natália Bebiano
João Arsénio Nunes
Casimiro Amado
Helena Neves

2. Fernando Lopes-Graça. Um Século de Música Portuguesa, 1906-2006

(IR: Teresa Cascudo)

O compositor Fernando Lopes-Graça (n. Tomar, 1996; f. Parede, Cascais, 1994) é uma figura incontornável da cultura portuguesa do século XX. A efeméride do centenário do seu nascimento será o pretexto para actividades organizadas sob a iniciativa de numerosas e variadas instituições e organizações que irão decerto querer contribuir para homenagear o seu civismo e para a melhor difusão da sua obra artística.

Equipa de investigação

Teresa Cascudo
João Madeira



Outros projectos científicos

Decorrem ainda no âmbito do Grupo dois sub-projectos de investigação:


1. Transformações do Campo Intelectual Português, 1910-1959

(IR: António Pedro Pita)

“Há uma única noção de intelectual que permaneça válida ao longo de todo o século XX português?” A pergunta é a síntese do projecto, que é uma investigação sobre as mutações da noção de “intelectual” e incide, sobretudo, no arco cronológico que vai da Revolução republicana de 5 de Outubro aos finais da década de 50. Depois de mostrar como é que se consuma a ruptura com a concepção romântico/liberal, o projecto considera quatro momentos de transformação geradores de diferentes figuras de intelectual: o primeiro, toma a relação entre a elite e o povo como coordenada de inteligibilidade para fundamentar a proposta de uma heterogeneidade ideológico-doutrinária do republicanismo português; o segundo, analisa a ambição e os limites da inserção do modernismo e da vanguarda no discurso político salazarista; o terceiro, estuda o modo como a defesa da sobredeterminação política da esfera cultural afecta, especialmente, o debate sobre o estatuto da arte; finalmente, o projecto analisa a relação entre o degelo das grandes construções político-doutrinárias abre o espaço para que uma outra figura de intelectual ganhe configuração na linha de um ensaísmo de tonalidade existencial, em polémica (mesmo se, nas condições da época, subterrânea) com os dogmatismos vários em confronto.

2. A crítica de cinema em Portugal, 1917-1963

(IR: Christel Henry)

O projecto consiste no levantamento e na análise do discurso crítico sobre o cinema, produzido em Portugal ao longo do século XX. Considera-se o período que vai de 1917, data da conferência As Grandes Trágicas do Silêncio de António Ferro, até 1963-65, período no qual, de Verdes anos de Paulo Rocha a Domingo à Tarde de António Macedo, passando pela publicação de O filme e o realismo de Baptista-Bastos, emerge uma outra ideia de cinema. As referências cronológicas serão provisórias até a sua pertinência histórico-cultural ser confirmada ou infirmada pela investigação.



Actividades de pós-doutoramento

O Grupo acolhe e oferece apoio activo às actividades de pós-doutoramento desenvolvidas pela Doutora Christel Henry.

Dissertações

O Grupo acolhe e oferece apoio activo à preparação das dissertações de doutoramento dos Mestres Luís Augusto Costa Dias e Paulo Granja.