Eventos
Cultura de Massas em Portugal no Século XX
Numa iniciativa conjunta do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra e do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, vai realizar-se, a partir do próximo dia 13, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, um Seminário de Investigação subordinado ao tema Cultura de Massas em Portugal no Século XX. De seguida, reproduzem-se o texto de apresentação da iniciativa e a calendarização das sessões do seminário.
Os problemas do estudo da cultura de massas começam pela própria designação. O que são, ou quem são, as massas? Trata-se do povo? Nesse caso, porquê cultura de massas e não cultura popular? Trata-se, antes, da indústria da cultura? Então, qual o papel das massas na sua definição? Entre a cultura popular e as indústrias culturais onde parece oscilar a definição de cultura de massas, a abordagem a que esta é sujeita atravessa as manifestações aparentemente mais espontâneas da vida social e as formas de inculcação mais sofisticadas, os consumos com que se cria o gosto e o senso comum, por um lado, e os mecanismos de produção, por outro.
A cultura de massas, antes de qualquer definição mais rigorosa, parece portanto ser um ponto óptimo para encarar a dimensão política e económica da cultura. Nos processos de massificação jogam-se, simultaneamente e em relação, o alargamento do mercado capitalista, a intensificação do poder do Estado e, no campo mais especificamente cultural, a percepção da autonomia individual e o fortalecimento da capacidade em criar consensos. Ou seja, tal como nos outros campos onde se desenrolam os processos estruturantes daquilo a que chamamos modernidade, na cultura de massas coexiste a aspiração à liberdade e ao prazer, por um lado, e o fortalecimento da capacidade das grandes disciplinas homogeneizadoras.
Este seminário vai procurar servir de espaço de reflexão teórica e definição metodológica em torno do estudo da cultura de massas, por um lado, bem como, por outro lado, de apresentação pública de um conjunto de estudos parcelares em torno dos mecanismos de massificação cultural que possam vir a abrir caminho ao desenvolvimento de uma História da Cultura de Massas em Portugal no Século XX.
Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova (Sala T5, Torre B)
13 de Fevereiro
Um Quadro de Efeitos Multiplicadores na Formação do Espaço Público e de uma Cultura de Massas em Portugal (último quartel do século XIX ao primeiro quartel do século XX)
Luís Augusto Costa Dias (Biblioteca Nacional)
20 de Fevereiro
A Evolução da Notícia Desportiva em Portugal: a Grande Narrativa Futebolística
Nuno Domingos (School of Oriental and African Studies)
6 de Março
Reporters, Sportsmen e outros homens do século XX
Luís Trindade (FCSH/UNL)
20 de Março
Que de Longe Parecem Moscas: Contributos para uma Arqueologia dos Estádios de Futebol
Frederico Ágoas (FCSH/UNL)
3 de Abril
Cinema dos Primeiros Tempos: uma Esfera Pública Alternativa?
Tiago Baptista (Cinemateca Portuguesa)
10 de Abril
O Impacto do Cinema Sonoro na Indústria Musical Portuguesa dos anos Trinta
Manuel Deniz Silva (FCSH/UNL)
8 de Maio
Povo, Público, Massa
António Pedro Pita (FLUC/CEIS20)
22 de Maio
À Procura de uma Economia Moral da Multidão na História do Futebol em Portugal
José Neves (ISCTE)
5 de Junho
As Bibliotecas Fixas e Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian e a “hipótese da elevação do nível cultural da população portuguesa, em especial nos meios mais carentes de apoio e estímulo”
Jorge Ramos do Ó (FPCE/UL)
19 de Junho
Cine-Clubes e Cinefilia: Entre a Cultura de Elites e a Cultura de Massas
Paulo Jorge Granja (FLUC/CEIS20)
3 de Julho
A Programação Televisiva Revolucionária
Madalena Soares dos Reis (FCSH/UNL)
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Estudos Africanos no Mundo Ibérico
O Centro de Estudos Sociais da Universidade da Beira Interior, com a colaboração da Rede Ibérica de Estudos Africanos, está a organizar o V Congresso de Estudos Africanos no Mundo Ibérico, intitulado "África: compreender trajectos, olhar o futuro", que terá lugar na Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal), nos dias 4, 5 e 6 de Maio de 2006.
Os trabalhos estruturam-se nas secções "Economia e Relações Internacionais", "Estado, Territorialidade e Cidadania" e "Patrimónios Culturais". Solicitam-se propostas para a constituição de mesas redondas e/ou comunicações singulares integradas nos painéis temáticos, com a data limite de 31 de Dezembro de 2005.
Pretende-se interrogar as condições do percurso de África, tendo-se, para o efeito, escolhido como temas dominantes da reflexão os trajectos percorridos e os desafios que se colocam ao continente nas áreas económica, social, política e cultural. Os pontos fulcrais da reflexão do Congresso serão uma análise prospectiva e um esforço de recolocar as problemáticas do continente africano no centro das atenções académicas no Mundo Ibérico.
Informações pormenorizadas, consultar www.ces-ubi.com.
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Media Change and Social Theory
A major international conference organised by the ESRC-funded Centre for Research on Socio-Cultural Change (CRESC) at The Open University and The University of Manchester (in association with the Centre for Media, Culture and History, New York University)
Venue: St Hugh’s College, Oxford
Dates: 6-8 September 2006
Confirmed plenary and keynote speakers:
Annabelle Sreberny (School of Oriental and African Studies, London)
Daniel Hallin (University of California San Diego)
Faye Ginsburg (New York University)
Karel Williams (The University of Manchester)
Liesbet van Zoonen (University of Amsterdam)
Nick Couldry (London School of Economics)
Philip Schlesinger (University of Stirling)
Purnima Mankekar (Stanford University)
Toby Miller (University of California Riverside)
Tony Bennett (The Open University)
This conference aims to bring together media scholars and social theorists to try to push forward media theory. We need to enrich the intellectual resources we draw upon to understand the media. To do so, critical work on the media needs to engage much more intensively with social and political theory than it has in recent years. For example, important work in the following areas has barely been addressed in most media studies:
* Critical theory – the contemporary Frankfurt School and Anglo-American resonances
* Field theory – Bourdieu, his associates and those influenced by them
* Governmentality and neo-Foucauldian approaches to discourse and institutions
* Actor network theory
* Theories of democracy, deliberation and difference
In other areas, pioneering work has been carried out but needs further extension and development:
* Revisions and elaborations of notions of the public and the public sphere
* Critical media anthropology, especially ethnography
* Feminist theory: politics and identity in the era of Butler and beyond
* Critical political economy of the media
* Theories of self, subjectivity and society
We welcome papers that address these and other areas of media and social theory, across the following conference strands:
* Media politics: political communication, journalism and the role of the media in the contemporary polity
* Media histories: empiricism, historicism and the illumination of the present
* Media spaces: nations and transnationalism, regions and localities
* Media economics: from neo-classical models to gift economies and cultural commodities
* Media and power: is ideology a moribund concept; can we talk about a field of media power?
* Media and culture: representation, pleasure and identity
However, we should emphasise that an engagement with theory need not imply a neglect of empirical material, and we welcome papers that explain how particular empirical projects might contribute to the theoretical enrichment of media scholarship.
Abstracts for papers and panels by 31 March 2006 to cresc@manchester.ac.uk (300 words per paper maximum, please indicate preferred strand)
Conference committee: Marie Gillespie, David Hesmondhalgh, Jason Toynbee, Farida Vis, Helen Wood
www.cresc.ac.uk
CRESC directors: Tony Bennett, Mike Savage, Karel Williams
***************************************************************
Understanding Media, the new Open University media course and book series: http://www.open.ac.uk/socialsciences/courses/da204
www.openupusa.com/understandingmedia
http://mcgraw-hill.co.uk/openup/ou
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IX Encontros de Cinema em Faro, 5 a 10 de Dezembro
Vão realizar-se, entre 5 e 10 de Dezembro, em Faro, os IX Encontros de Cinema, organizados pelo Cineclube de Faro.
Deixa-se aqui o link para o programa completo a nota de imprensa do CCF de que tivemos conhecimento através do Charme Discreto da Bloguesia.
IX Encontros de Cinema em Faro
O Cineclube de Faro é a única entidade no país que, todos os anos, promove um seminário/congresso de carácter académico, com uma regularidade que é justo salientar.
Desde 1997, vários temas nos ocuparam já. Este ano, é o CINEMA DE ANIMAÇÃO, género fascinante, na vanguarda estética e tecnológica da História do Cinema, mas quantas vezes esquecido - seja ao nível da exibição ou da própria teoria - e definitivamente pouco conhecido. A animação não se reduz, nunca se reduziu, a produtos para a infância (embora os inclua e não os rejeite, como é óbvio). O cinema de animação chamado de autor - onde todas as técnicas são possíveis, onde todos os imaginários se cumprem - é uma viagem pelo que de melhor o cinema, arte maior da inventiva, seja estética seja narrativa, tem para oferecer.
Dado que estávamos em plena Capital da Cultura apostámos forte; aliás, estes Encontros contam com a Co-Produção da Capital da Cultura. Assim, acompanhamos o Congresso por
- um CURSO BREVE(a acontecer na Escola Superior de Educação orientado pelos formadores cujo nome dispensa apresentações, Abi Feijó e Marina Estela Graça, acompanhados por Regina Pessoa, curso que terá entrada livre);
- um CICLO DE CINEMA (5 sessões de entrada livre) que possibilitará o contacto com filmes incontornáveis na História do Cinema de Animação e que, ainda mais, nos dará o raro privilégio de poder ver obras de PIERRE HÉBERT na sua presença (condição, aliás, que a ONF do Canadá exige para a exibição dos mesmos), bem como uma sessão de Animação Portuguesa que a Casa da Animação preparou especificamente para este efeito;
- uma PERFORMANCE 'LIVING CINEMA', INÉDITA EM PORTUGAL após ter corrido as mais importantes cidades mundiais, original trabalho de Pierre Hébert em criação de um filme de animação ao vivo (na técnica que ele prefere, isto é, realizar um filme sem a intervenção de câmaras de filmar, mas sim gravando directamente na película) em diálogo com a sonorização e música com essa lenda norte americana que é BOB OSTERTAG. O Ciclo e a Performance acontecerão no Teatro Municipal de Faro, sendo o Ciclo de entrada livre.
O CONGRESSO, pretexto para tudo isto, ficou aquém do que tinhamos imaginado com o conselho de Marina Estela Graça por dificuldades financeiras, mas mesmo assim, dias 9 e 10, com a presença de especialistas de renome como Pierre Hébert (que além de realizador acumula ser um relevante teórico em cinema de animação), Paul Wells ou Esther Leslie, contará igualmente com um debate final sobre Cinema de Animação em Portugal com a presença confirmada de mais uma dezena de realizadores e especialistas nacionais como Jorge Neves, Francisco Lança, Abi Feijó, Isabel Aboim Inglez, entre outros. A realizar no Complexo Pedagógico da Penha (Universidade do Algarve). INSCRIÇÕES ABERTAS, incluindo online (no nosso site), com preços especiais para estudantes, sócios de qualquer cineclube, professores JCE e da Universidade do Algarve também.
Todo este programa, respectivas datas e conteúdos, em documento em anexo, com mais detalhes. Mas igualmente se encontra desde já no nosso site, que vos convidamos a visitar: www.cineclubefaro.com
Contamos convosco!!
A Direcção do CCF
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Marcel Duchamp e o Erotismo
Colóquio Internacional
Orléans
7 a 9 de Dezembro 2005
L'objectif de ce colloque est d’éclairer en quoi l’érotisme, que Duchamp a revendiqué comme le seul « isme » vraiment influent, prend une place essentielle dans l’ensemble de son œuvre. Pour l’accompagner, le musée présente quelques œuvres choisies de ce fondateur de l’art contemporain du 28 novembre 2005 au 29 janvier 2006.
Programa (Fonte - Université d'orléans)
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Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950
Apresentação do livro Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950
Será apresentado, no dia 18 de Novembro, pelas 18.00 horas, no Auditório do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, o livro Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950, coordenado por António Pedro Pita e Luís Trindade, na colecção A Paleta e o Mundo, coordenada por António Pedro Pita, da Ariadne Editora.
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Convite à apresentação de comunicações (prazo: 1 de Novembro)
INTERDISCIPLINARY NINETEENTH-CENTURY STUDIES
20th Annual Conference
CONFLICTS
March 30th -April 1st 2006
Rutgers: The State University of New Jersey - New Brunswick
We welcome papers that draw on any aspect of conflict relating to the "long nineteenth-century" - including the adoption of this expression itself. They might address issues of periodization (Romantic vs. Victorian, Victorian vs. modern, Romantic vs. modern); contemporary debates (evolution, secular vs. religious culture, establishment vs. dissent, class struggle and class consciousness); public vs. private issues (and the validity of such distinctions) involving, for example, generational opposition, sibling rivalry, adultery, domestic violence, and sexual orientation; physical combat and warfare (wrestling and pugilism to the Napoleonic Wars, the Crimea, Lucknow, the Boer War), riots and state interventions (Peterloo, Preston, the Gordon riots); press debates and controversies; and such theoretical oppositions as global/insular, regional/cosmopolitan, and high/low.
Longer versions of INCS conference papers are regularly published in the affiliated Nineteenth-Century Contexts: An Interdisciplinary Journal.
Send 200-400 word abstracts by Nov 1, 2005 to kate.flint@rutgers.edu
INCS website: www.nd.edu/~incshp/
Retirado de: http://www.nd.edu/~incshp/incs.2006.cfp.1.htm
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Seminário “Da Tradição à Experimentação”
No âmbito dos Encontros AlCultur - Faro 2005, vai realizar-se a 25 e 26 de Novembro, no Auditório da Escola Superior de Saúde de Faro, o seminário Da Tradição à Experimentação, com os seguintes painéis:
1.º Painel – “Que futuro para a cultura popular?”
2.º Painel – “Arte e Experimentação”
3.º Painel – “Da Tradição à Experimentação: Questionar a Arte”
PROGRAMA
(Fonte: Encontros AlCultur - Faro 2005)
DIA 25
Conferência de Abertura
11h30 – 12h30
António Pinto Ribeiro – programador cultural; escritor; docente; consultor da Fundação Calouste Gulbenkian
1.º Painel – “Que futuro para a cultura popular?”
14h30 -18h00
Moderador
Ruben de Carvalho – jornalista
Oradores
JJ Dias Marques – docente na Universidade do Algarve; investigador do Centro de Estudos Ataíde Oliveira da UALG (A Literatura Oral está a morrer?!)
Alexandre Castanheira – docente jubilado da Escola Superior de Educação Jean Piaget; investigador; dirigente associativo; (A Cultura e o Associativismo Popular)
Manuel Pires Rocha – músico; docente no Conservatório de Coimbra; coordenador do projecto “Povo que Canta” (Música Tradicional)
Nelson Ferrão – sociólogo; dirigente associativo; dirigente municipal; (A Etnografia e o Folclore)
Paulo Lameiro – director pedagógico da Escola de Artes SAMP; membro da Direcção e do Conselho Científico do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa (Fliscornes sem foguetes, ou, do Coreto ao Auditório: algumas reflexões sobre as Bandas Filarmónicas em Portugal)
DIA 26
2º Painel – “Arte e Experimentação”
9h30 -12h30
Moderador
Sílvia Chicó – coordenadora da licenciatura em Belas Artes / Artes e Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Oradores
Guta Moura Guedes – administradora do CCB; presidente da Experimenta Design (Cultura, Criatividade e Experimentação)
João Castro Pinto – director artístico do Hertzoscópio / Festival de Arte Experimental e Transdisciplinar (A Experimentação na Arte)
Jorge Paulus Bruno – presidente da direcção do Instituto Açoriano de Cultura / IAC (A condição da arte digital nos Açores: reflexões em torno do PAAD-Projecto Atlântico de Arte Digital)
Paulo Maria Rodrigues – docente na Universidade de Aveiro e director artístico da Companhia de Música Teatral (A Experimentação na Música)
Dinis Guarda - director da Número Magazine (Criar, produzir e internacionalizar arte e cultura num mundo envolvido em estranhos jogos neurológicos)
DIA 26
3º Painel – “Da Tradição à Experimentação: Questionar a Arte”
14h30 – 17h30
Moderador
Alexandre Melo – sociólogo; docente no ISCTE; crítico de arte;
Oradores
Marta Moreira de Almeida – curadora e responsável pelo Serviço de Artes Plásticas do Museu de Arte Contemporânea de Serralves
Luís Miguel Cintra – director, actor e encenador do Teatro da Cornucópia
Manuel Gusmão – poeta, ensaísta e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
(A dimensão Social da Arte)
Manuel Pedro Ferreira – docente no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa; investigador no Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da FCSH da UNL
Informações
Secretariado
secretariado@alcultur.org
Telefone: +351 218 861 417
Fax: +351 218 862 870
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Figuras do surrealista enquanto intelectual
Figures du surréaliste en “intellectuel” après 1945
Seminário 2005-2006
14 Outubro 2005 - 9 Junho 2006
Université de Paris III/Sorbonne Nouvelle
Centre de recherche sur le Surréalisme
Contactos
Nathalie Limat-Letellier
Maryse Vassevière
Programa
(fonte: Centre de recherche sur le Surréalisme)
14 octobre 05
16h-18h
s. 410
Jean-François RICHARD
L'influence du surréalisme au Québec
Louis-Marcel Raymond
18 novembre 05
16h-18h
s. 410
Pascale ROUX
Georges Hénein L'intellectuel et le marteau-pilon
9 décembre 05
16h-18h
s. 410
Émilie FRÉMOND
La SCIENCE avec une grande SCIE : vers une écologie surréaliste
13 janvier 06
16h-18h
s. 410
Arnaud BUCHS
Surréalisme et dissidence : le surréalisme révolutionnaire de Christian Dotremont
10 février 06
16h-18h
s. 410
Elsa ADAMOWICZ Art et idéologie dans le surréalisme d'après-guerre : entre réalismes et abstractions
10 mars 06
16h-18h
s. 410
Marie-Paule BERRANGER
Valeurs et critères : l'histoire littéraire selon André Breton
7 avril 06
16h-18h
s. 410
Richard SPITERI
Michel Carrouges : l'au-delà du surréalisme
12 mai 06
16h-18h
[s. 410]*
Guy DELACOUR
Benjamin Péret et la question de l'engagement
9 juin 06
16h-18h
[s. 410]*
Catherine DUFOUR
Surréalistes et situationnistes
Les séances auront lieu à l'Université Paris 3-Sorbonne Nouvelle, Centre Censier, 13 rue de Santeuil, 75005-PARIS (Métro Censier-Daubenton), salle 410 (4e étage).
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Arte e Cidadania: O lugar da formação cultural no Portugal contemporâneo
Bárbara Coutinho, CCB
Conferência
16 Novembro de 2005 - Centro de Estudos Sociais
Conferência integrada no I Ciclo Anual - Jovens Cientistas Sociais, 2005-2006, organizado pelo Centro de Estudos Sociais
(Coordenação Científica: Filipe Carreira da Silva e Marta Araújo)
Para mais informações consultar o site do Centro de Estudos Sociais
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Destinées françaises du marxisme - Journée d'étude
Sartre et le marxisme
Compagnonnages théoriques et politiques
Société Chauvinoise de Philosophie
22-23 de Outubro
Poitiers, Maison des sciences de l'homme et de la société
Programa
(Fonte: Société chauvinoise de philosophie)
Accueil le samedi 22 octobre à partir de 13 heures à la MSHS de Poitiers
Introduction aux journées : Emmanuel Barot (Toulouse II - SCP)
1. Sartre et le marxisme en France
- Vincent Charbonnier (Revue française de pédagogie INRP, Lyon), Sartre & Lukács : des marxismes contradictoires ? À propos de la Critique de la raison dialectique et de l'Ontologie de l'être social
- Stathis Kouvelakis (King's College, Londres), Sérialité, actualité, événement
- Laurent Husson (IUFM de Lorraine), Existence, marxisme, philosophie: la critique lefebvrienne de l'existentialisme sartrien au miroir du concept d'aliénation
- Michel Kail (Les Temps Modernes), Sartre en marxisme
Accueil le dimanche 23 octobre à partir de 9 heures, Bibliothèque d'archéologie, 5 rue Saint Pierre, F-86300 Chauvigny
2. Sartre aux marges du marxisme ?
- Valentin Schaepelynck (Paris X), Les chemins de la liberté dans l'enfer colonial : Sartre et l'œuvre de Frantz Fanon
- Ian Birchall (Middlesex University, Londres), Sartre, Trotsky et le trotskysme
- Emmanuel Barot, Sur le concept d'idéologie : un dépassement du marxisme ?
Resumo das comunicações em PDF
Contactos
Emmanuel BAROT
E. Chubilleau
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Cultura e Guerra Fria, 1940-1980
Culture et guerre froide
Des années 1940 aux années 1980
20-21 de Outubro de 2005
Colóquio organizado pelo
Centre d'Histoire de Science Po
Université Paris IV -UMR 8138- IRICE
Comissão organizadora
Jean-François Sirinelli (IEP Paris) e Georges-Henri Soutou (Université de Paris IV)
Comissão científica
Robert Frank, Marc Lazar, Pierre Milza e Marie-Pierre Rey
Programa
(Fonte: Centre d'Histoire de Science Po)
Le jeudi 20 octobre 2005, de 14 à 19 heures
Président: Marc Lazar
Introduction: Jean-François Sirinelli
PREMIERE PARTIE: LA CULTURE COMME COMBAT IDEOLOGIQUE
1) Françoise Thom : "Les campagnes en URSS contre l'adulation de l'Occident".
2) Catherine Horel : "La récupération des cultures nationales. Le cas de la Hongrie"
3) Stephen Gundle : "Le cas de l'Italie".
4) Anne-Chantal Lepeuple : "Les enjeux culturels de Radio Free Europe, Radio Liberty et RIAS".
5) Carmen Popescu : "L'éthique de l'architecture socialiste: le dilemme du Beau et du Bon. Le cas roumain".
6) Sabine Dullin : "La vision de l'espion occidental en URSS".
DEUXIEME PARTIE: LA POLITIQUE CULTURELLE COMME INSTRUMENT DE RAPPROCHEMENT ENTRE LES DEUX MONDES
Vendredi 21 octobre, 9 à 13 heures
Président: Robert Frank
1) Joël Kotek : "Les mouvements de jeunesse"
2) Patrick Clastres : "Sport et Guerre froide : le cas du CIO"
3) Pierre Jardin : "Les contacts culturels entre les deux Allemagne avant 1961"
4) Marie-Pierre Rey : "Les canaux officiels: limites des tentatives d'ouverture, à partir du cinéma. Réception réciproque des films français et soviétiques"
5) Thomas Gomart : "La diplomatie culturelle française à l'égard de l'URSS: objectifs, obstacles et moyens (1956-1966)"
6) Arnold Suppan : "La politique culturelle yougoslave extérieure à l'époque de Tito"
7) Francesco Guida : "Une brèche dans le rideau de fer: le cinéma italien dans les pays du bloc soviétique".
TROISIEME PARTIE: LA CULTURE COMME PRECURSEUR DE LA FIN DE LA GUERRE FROIDE
Vendredi 21 octobre, 14 à 19 heures
Président: Marie-Pierre Rey
1) Antoine Marès : "La culture contre la politique? Les relations franco-tchécoslovaques dans les années 60"
2) Michel Pinault : "Experts ou/et engagés? Les scientifiques entre guerre et paix, de l'UNESCO à Pugwash"
3) Svetla Moussakova : "La culture de contestation des années 1970-1980 entre idée nationale et idée de l'Europe. Le cas de la Bulgarie"
4) Cécile Vaissié : "Durcissement de la norme et éclatement des pratiques culturelles, en URSS, entre 1974 et 1986. Quand la culture rompt avec les mythes"
5) Nicole Racine : "La COMES, rivale du Pen Club ?"
Conclusions : Georges-Henri Soutou
Informações e inscrições
carole.gautier@sciences-po.fr
56, rue Jacob
75006 Paris
Fax : 01 58 71 71 96
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The Consumption Characteristics of Film: Evidence from the 1930s
Prof. John Sedgwick
Conferência
19. Outubro. 2005 | 18.00 horas
CEIS20
O conferencista
O Dr. John Sedgwick é actualmente "principal lecturer" no Departamento de Economia, Finança e Negócios Internacionais, da London Metropolitan University. O seu interesse pela história do cinema desenvolveu-se desde a dissertação de mestrado.
Nesta dissertação de mestrado, em História Económica e Social, pelo Birkbeck College, da London University, John Sedgwick estudou os primórdios da indústria cinematográfica britânica (1896-1908). A sua tese de doutoramento centrou-se, depois, em 1995, na realidade do mercado cinematográfico britânico dos anos trinta. Nesse âmbito, investigou a frequência das salas de cinema, particularmente, em meios locais - Bolton e Brighton - susceptíveis de um estudo sistemático, com evidente interesse comparativo. Desenvolveu, então, um índice (POPSTAT) para aferir a popularidade dos filmes a partir do seu tempo em cartaz, especialmente útil na ausência de informação documental sobre receitas de bilheteira.
Das suas publicações merecem destaque os artigos no Journal of Economic History (62, 2002), sobre o declínio da frequência dos cinemas nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, e na Economic History Review (58, 2005), sobre o negócio do sector cinematográfico nos EUA e na Grã-Bretanha, durante os anos trinta. A tese de doutoramento deu origem ao livro Popular Filmgoing in 1930s Britain: a Choice of Pleasures (Exeter University Press, 2000). Recentemente, foi co-editor da obra An Economic History of Film (Routledge, 2005).
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Colóquio sobre a Imprensa Comunista e Radical
(Bruxelas, 21-2 de Outubro de 2005)
Graças à informação do blogue de José Pacheco Pereira, Estudos sobre o Comunismo, aproveitamos para também aqui divulgar a realização das Journées d’études internationales. Presse communiste, presse radicale. Influence, culture, structures et moyens (1919-2000), numa organização do Centre d'Histoire et de Sociologie des Gauches da Université Libre de Bruxelles.
As propostas de comunicação (até 15 linhas) deverão ser enviadas até ao próximo dia 30 de Setembro para o seguinte endereço:
Centre d’Histoire et de Sociologie des Gauches, Institut de Sociologie – Université Libre de Bruxelles, 44 avenue Jeanne, B-1050 Bruxelles (Belgique)
ou para os e-mail's jgotovit@ulb.ac.be ou chsg@ulb.ac.be
Para mais informações consultar o site das Jornadas aqui.
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Cinema em Cartaz

No âmbito de «Faro, Capital Nacional da Cultura 2005», irá decorrer, entre 24 de Setembro e 31 de Dezembro, no Museu Municipal de Faro, a exposição Cinema em Cartaz.
Para mais informações contactar dmm.drp@cm-faro.pt
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Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano - Actualização
Coimbra, 16 a 18 de Novembro de 2005
II Colóquio Ibero-Americano "Tradição e Modernidade no Mundo Ibero-Americano"
As propostas de comunicação deverão ser enviadas até 30 de Setembro de 2005, ao cuidado da Drª Isabel Maria Luciano e do Dr. Paulo Granja, para os seguintes endereços: iml@ci.uc.pt e pgranja@ci.uc.pt.
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II Colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano - PROGRAMA PROVISÓRIO
16 de Novembro de 2005
10 horas
Conferência de abertura
Maria Emília Prado (UERJ/Grpesq “Intelectuais e Poder no Mundo Ibero-americano”)
Debate
Mesa 1
15 horas - 16.30 horas
Comunicações
Mesa 2
17 horas - 18.30 horas
Comunicações
17 de Novembro de 2005
10 horas
Conferência
Karina Vasquez ( Universidade de Buenos Aires)
Conferência
Ruben Barboza Filho ( Universidade Federal de Juiz de Fora )
Debate
Mesa 3
15 horas - 16.30 horas
Comunicações
Mesa 4
17 horas—18.30 horas
Comunicações
18 de Novembro de 2005
10 horas
Conferência
António Carlos Peixoto ( UERJ / Coordenador de Assuntos Internacionais do Rio de Janeiro
Conferência
Maria Manuela Tavares Ribeiro (UC/CEIS20)
Debate
Mesa 5
15 horas - 16.30 horas
Comunicações
17 horas
Conferência de encerramento
Luís Reis Torgal
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Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano
II Colóquio
COIMBRA, 16, 17 e 18 de Novembro de 2005
COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
Prof. Doutor António Pedro Pita (FLUC/CEIS20)
Dr. Luís Augusto Costa Dias (BN/CEIS20)
Profª Doutora Maria Emília Prado (UERJ/ Grpesq “Intelectuais e Poder no Mundo Iberoamericano”)
O colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano 2005 dá continuidade a uma iniciativa similar realizada em 2004, no Rio de Janeiro.
É organizado pelo Grupo “Correntes artísticas e movimentos intelectuais” do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX — CEIS20, da Universidade de Coimbra em parceria com o Grpesq “Intelectuais e Poder no Mundo Iberoamericano” do Núcleo de Estudos Políticos e Culturais do Departamento de História/IFCH, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
OBJECTIVOS
Na óptica do seu prosseguimento regular nos próximos anos, são objectivos do II colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano:
1. Incentivar o conhecimento mútuo de investigações e investigadores.
2. Criar condições para o encontro regular e o intercâmbio científico entre investigadores que trabalham nos vários países iberoamericanos em diferentes áreas de ciências sociais e humanas.
3. Promover a criação de projectos comuns de investigação e definir programas pós-graduados com participação de investigadores de vários países, dirigidos a uma compreensão global do mundo ibero-americano.
O COLÓQUIO
O II Colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano está aberto à participação dos investigadores iberoamericanos nas várias áreas das ciências humanas e sociais. São benvindas todas as propostas de comunicação, que poderão tomar como referência as seguintes temáticas gerais:
1. Laicidade e modernidade.
2. Intelectuais e estado.
3. O campo intelectual como dimensão da modernidade.
4. As artes e o pensamento estético entre tradição e modernidade.
5. Nações, nacionalismo e vanguardas.
6. Problemas de história das ciências.
7. Figuras, movimentos e controvérsias.
INDICAÇÕES GERAIS
O II colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano realiza-se em Coimbra de 16 a 18 de Novembro de 2005.
As propostas de comunicação deverão ser enviadas até 30 de Setembro de 2005, ao cuidado da Drª Isabel Maria Luciano e do Dr. Paulo Granja, para os seguintes endereços: iml@ci.uc.pt e pgranja@ci.uc.pt.
O tempo de apresentação das comunicações não deverá exceder 30 minutos.
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Jornadas de Maio 2005 (programa actualizado)
O artista e a sua consciência:
pregar a Beleza e mais alguma coisa
Coordenação: Teresa Cascudo (no âmbito do projecto "Fernando Lopes-Graça, um século de música portuguesa", financiado pela FCT)
Coimbra, 20 de Maio
As Jornadas de Maio são anualmente organizadas pelo Grupo de Investigação sobre Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais do CEIS 20. Estão pensadas como um foro de discussão do nosso Grupo de Investigação que, no entanto, está aberto à participação de todos aqueles investigadores interessados nos temas abordados.
O título das Jornadas de Maio de 2005 – «O artista e a sua consciência: pregar a Beleza e mais alguma coisa» – reúne duas citações que remetem para posições antagónicas assumidas por criadores activos no século XX que se colocaram a questão das relações entre a arte e o social, nomeadamente no âmbito da política. Pretende introduzir o debate que vamos manter, ao longo da sexta-feira 20 de Maio no CEIS 20, em Coimbra.
O artista e a sua consciência é o título do livro publicado em 1950 pelo maestro, musicólogo e também compositor René Leibowitz, onde se defende que o compromisso dos criadores deve ser mantido apenas com a sua própria arte. Por seu turno, «pregar a Beleza e mais alguma coisa» remete para o único artigo que o compositor Fernando Lopes-Graça publicou na revista coimbrã Manifesto, em Janeiro de 1936. Aí Lopes-Graça defende que a arte, e portanto a música, deve ser entendida como «actividade de conhecimento» cujo ponto de partida também podia ser o «social».
Programa:
As comunicações terão uma duração aproximada de 20 minutos e serão seguidas de um intervalo de 10 minutos para o esclarecimento de questões pontuais.
10h30 - "O artista e a sua consciência: pregar a Beleza e mais alguma coisa", palavras preliminares, por António Pedro Pita (CEIS 20/Universidade de Coimbra)
11h - Mesa 1 (moderadora: Teresa Cascudo)
"Política, arte y artistas en el siglo XX", por Ángel Llorente (historiador del arte, autor, entre outros estudos, de Arte e ideología del franquismo)
"O salazarismo entre a literatura e a política", por Luís Trindade (CEIS 20/Universidade Nova)
"O cinema social e os seus problemas", por Paulo Granja (CEIS 20/Universidade de Coimbra)
11h30 - Debate
13h - 15h Intervalo para almoço
15h - Mesa 2 (moderador: António Pedro Pita)
"O problema da «trasladação» do sujeito na poesia portuguesa da primeira metade do século XX", Luís Augusto Costa Dias (CEIS 20)
"Crítica, tendencia y propaganda: una antología de textos sobre arte y comunismo", por Juan José Gómez (Editorial Doble J, Sevilla)
"A bizarra «Beleza» da música modernista como crítica política: Lopes-Graça e os outros", por Teresa Cascudo (CEIS 20/Universidad de La Rioja)
"El proyecto regeneracionista y su influencia en los músicos españoles", por Víctor Sánchez (Universidad Complutense, Madrid)
17h - Debate
17h30-18h Pausa para café
18h - 19h Debate e conclusões
Local:
CEIS 20
Rua Filipe Simões, nº 33 - 3000 Coimbra
20 de Maio, das 10h30 às 13h e das 15h às 19h
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Concertos a não perder (1)
Orquestra Sinfónica de Londres
Han-Na Chang (violoncelo)
Antonio Pappano (direcção)
On the Waterfront (1955), de Leonard Bernstein
Concerto para Violoncelo nº1, op. 107 (1959), de Dimitri Chostakovich
Sinfonia nº2 (1906-7), de Serge Rachmaninov
LISBOA, Coliseu dos Recreios, 25 de Maio às 21h.
Ciclo Grandes Orquestras Mundiais organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Excertos das notas de programa, que podem ser consultadas por extenso na página da Fundação Gulbenkian (Temporada 04/05, Ciclo Grandes Orquestras Mundiais), onde se disponibilizam em formato PDF:
On the Waterfront (1955), de Leonard Bernstein
No dia 9 de Fevereiro de 1950, o senador Joseph McCarthy pronunciou um discurso perante uma plateia de mulheres apoiantes do Partido Republicano. Depois de lembrar a vontade expansionista do comunismo e de lamentar a queda da China nas mãos de Mao, anunciou, com voz grave, que tinha no seu poder a lista contendo os nomes de duzentos e oitenta e quatro funcionários do governo dos Estados Unidos que estavam filiados no Partido Comunista. A denúncia, como é bem sabido, conturbou a vida americana, servindo de ataque contra o governo do presidente Truman e projectando sobre a intelectualidade liberal norte-americana uma sombra de dúvida que se tornaria posteriormente, para alguns, num verdadeiro pesadelo. A história do filme On the Waterfront – Há Lodo no Cais, na versão portuguesa – faz parte destes anos, nos quais a perseguição do comunismo se confundiu com a censura, incidindo particularmente nas actividades dos estúdios cinematográficos de Hollywood.
Este era o décimo filme realizado por Elia Kazan, cuja sólida e justificada reputação no cinema e no teatro foi posta em causa devido às suas opções na era do “McCartismo”. Membro do partido entre 1934 e 1936, Kazan abandonou a sua militância comunista porque, nas suas palavras, a organização pretendia “atingir o controle do pensamento, suprimir a opinião pessoal e ditar a conduta pessoal”. Em
Abril de 1952, proporcionou à Comissão de Actividades Anti-Americanas os nomes de oito pessoas que faziam parte do Partido Comunista. Por isso, Há Lodo no Cais – seis vezes “oscarizada” – tem tido apreciações opostas, sendo interpretada como um manifesto anti-comunista ou, pelo contrário, como uma espécie de confissão da má consciência do realizador face à sua denúncia. Obviamente, a história de Terry Malloy, o estivador que desafia a máfia dos sindicatos dos cais nova-iorquinos, denunciando as suas práticas corruptas, apresenta elementos suficientes para que seja interpretada como uma justificação. Ao mesmo tempo, as dificuldades que o realizador teve para concretizar o projecto e o conteúdo social do filme, que retrata a vida dos operários e as práticas menos transparentes do capitalismo, deixam claro que Kazan, que nunca admitiu ser uma pessoa fácil, sempre se manteve fiel a si próprio.
Nestas circunstâncias, é significativa a colaboração de Leonard Bernstein, mais um descendente de emigrantes que se tornaria, sobretudo a partir dos anos 60, num representante do “radical chic” nova-iorquino. Nesta partitura, Bernstein evidencia a influência do seu venerado Aron Copland, na tentativa de criar um ambiente sonoro “americano” [...]
Concerto para Violoncelo e Orquestra Nº 1, em Mi bemol Maior, op. 107, de Dimitri Shostakovich
Três anos depois do discurso de McCarthy, do outro lado da cortina de ferro morria Estaline. No poder desde 1928, tinha arquitectado uma política baseada na violência e na repressão, cujos efeitos na vida do seu país são também conhecidos. Em inícios de 1953, nos campos de concentração soviéticos – o Gulag – contavam-se aproximadamente 2.750.000 detidos distribuídos em três tipos de estabelecimentos. Entre 1929 e 1953, dezenas de milhões de pessoas passaram por aqueles campos, das quais morreram cerca de metade. Esta contabilidade macabra teve decerto lugar nos pesadelos de Chostakovitch que, juntamente com Prokofiev, foi o compositor mais vezes distinguido pelas autoridades soviéticas.
O primeiro concerto para violoncelo de Chostakovitch foi escrito para Mstislav Rostropovich em 1959, quando era mais fácil para os músicos soviéticos actuar fora das fronteiras do seu país. Chostakovitch inspirou-se na Sinfonia Concertante, de Prokofiev, e introduziu outras citações, tais como a referência à canção “Suliko”, uma das favoritas de Estaline, transformada de modo selvagem no finale do concerto. O compositor descreveu a obra desta maneira lacónica: “Peguei num pequeno e simples tema e tentei desenvolvê-lo.” [...]
Em consonância com as trágicas simetrias tão características da Guerra Fria, a sólida e justificada reputação artística de Chostakovitch também se tem visto manchada pela avaliação do grau de compromisso pessoal que ele manteve com a repressão em que se fundamentou o poder soviético. A partir da publicação das suas memórias, editadas pelo musicólogo Solomon Volkov, fora da URSS e depois do falecimento do compositor, iniciou-se um tenso debate provocado por alguns musicólogos americanos – entre os quais se destaca Richard Taruskin – que se recusam a aceitar a ideia de que Chostakovitch fosse um dissidente e afirmam que a sua sobrevivência só é explicável com o seu colaboracionismo. No campo oposto, são muito numerosas as personalidades que têm testemunhado a distância que Chostakovitch sempre manteve em relação ao poder, particularmente com Estaline, sublinhando ao mesmo tempo a trágica e torturada
existência do compositor. No fundo, ao escutar este concerto é impossível permanecer indiferente perante essa triste realidade.
Teresa Cascudo
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Jornadas de Maio 2005
O artista e a sua consciência:
pregar a Beleza e mais alguma coisa
Coimbra, 20 de Maio
As Jornadas de Maio são anualmente organizadas pelo Grupo de Investigação sobre Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais do CEIS 20. Estão pensadas como um foro de discussão do nosso Grupo de Investigação que, no entanto, está aberto à participação de todos aqueles investigadores interessados nos temas abordados.
O título das Jornadas de Maio de 2005 – «O artista e a sua consciência: pregar a Beleza e mais alguma coisa» – reúne duas citações que remetem para posições antagónicas assumidas por criadores activos no século XX que se colocaram a questão das relações entre a arte e o social, nomeadamente no âmbito da política. Pretende introduzir o debate que vamos manter, ao longo da sexta-feira 20 de Maio no CEIS 20, em Coimbra.
O artista e a sua consciência é o título do livro publicado em 1950 pelo maestro, musicólogo e também compositor René Leibowitz, onde se defende que o compromisso dos criadores deve ser mantido apenas com a sua própria arte. Por seu turno, «pregar a Beleza e mais alguma coisa» remete para o único artigo que o compositor Fernando Lopes-Graça publicou na revista coimbrã Manifesto, em Janeiro de 1936. Aí Lopes-Graça defende que a arte, e portanto a música, deve ser entendida como «actividade de conhecimento» cujo ponto de partida também podia ser o «social».
Intervenientes:
Ángel Llorente (historiador del arte, autor, entre outros estudos, de Arte e ideología del franquismo)
Juan José Gómez (Editorial Doble J, Sevilla)
Luís Augusto Costa Dias (CEIS 20)
Luís Trindade (CEIS 20/Universidade Nova)
Paulo Granja (CEIS 20/Universidade de Coimbra)
Teresa Cascudo (CEIS 20/Universidad de La Rioja)
Víctor Sánchez (Universidad Complutense, Madrid)
Local:
CEIS 20
Rua Filipe Simões, nº 33 - 3000 Coimbra
20 de Maio, das 10h30 às 13h e das 15h às 19h
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O ARTISTA COMO INTELECTUAL: no centenário de Fernando Lopes-Graça
Congresso Internacional organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra/Grupo de Investigação sobre Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais
Coimbra, 27 – 29 de Abril de 2006
Convite à apresentação de propostas de comunicações
APRESENTAÇÃO
O compositor Fernando Lopes-Graça (1906-1994) é uma figura incontornável da cultura portuguesa do século XX. Como compositor, pianista, pedagogo, crítico, ensaísta e, ainda, como organizador de eventos musicais e estudioso da música tradicional portuguesa marcou de forma determinante a actividade musical em Portugal.
Fernando Lopes-Graça partiu de premissas estéticas modernistas. Os acontecimentos históricos das décadas de 30 e 40 inscreveram os propósitos modernistas numa consciência social mais aguda e definiram uma posição política clara (foi militante do Partido Comunista Português) e muito interveniente num plano cívico. Assim, Fernando Lopes-Graça deu uma forma peculiar às relações entre as correntes modernistas, a recuperação da tradição e o envolvimento político activo.
Por isso, pretende-se a inserção da sua personalidade, da sua obra e da sua intervenção nos vários contextos a que pertenceu. Uma reflexão em torno de alguns conceitos fundamentais nos discursos artísticos contemporâneos de Lopes-Graça, - nomeadamente em Portugal e no Brasil, mas também em França, o país onde o compositor encontrou algumas das suas principais referências culturais – poderão ser de grande utilidade para a compreensão aprofundada da sua obra.
OBJECTIVOS
O Congresso tem os seguintes objectivos: 1. aprofundar o conhecimento da obra musical, da reflexão teórica e da actividade crítica de Fernando Lopes-Graça; 2. proporcionar um intercâmbio de pesquisas que, numa óptica interdisciplinar, produzam conhecimento novo sobre correntes artísticas e movimentos intelectuais a que Fernando Lopes-Graça se tenha associado; 3. estudar o modo de envolvimento de Fernando Lopes-Graça com movimentos e figuras internacionais.
ÁREAS TEMÁTICAS
O CEIS20 / Grupo de investigação sobre “Correntes artísticas e movimentos intelectuais” convida os investigadores a participar neste Congresso e propõe que as comunicações se situem numa das seguintes áreas temáticas:
1. O artista como intelectual no século XX.
2. O modernismo e as suas definições.
3. Recepção do cânone modernista.
4. Arte e «indústria» cultural entre ca. 1929 e 1975.
5. A tradição e o moderno nos movimentos artísticos e nas concepções estéticas do século XX.
6. Arte e comunismo.
7. Os compositores do «moderate mainstream» (Arnold Whitall) entre ca. 1945 e 1975 e o problema da «inovação».
8. As organizações promovidas por compositores entre ca. 1945 e 1975 e o seu significado político (publicações periódicas, grupos corais, séries de concertos, etc).
9. Usos e significados da música tradicional, da literatura e da forma sonata na composição.
Outras áreas temáticas poderão ser também consideradas, sempre que relacionadas com a figura do compositor.
APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES
As propostas deverão ser enviadas, antes do 31 de Julho de 2005, para o seguinte endereço electrónico:
teresa.cascudo@dea.unirioja.es.
As comunicações não deverão exceder vinte (20) minutos.
Os “abstracts”, com o correspondente título, não deverão ultrapassar as 300 palavras. Deve ser identificada a área temática de cada comunicação. Aceitam-se propostas em Português, em Francês e em Inglês, que serão as línguas do congresso.
A indicação de aceitação será feita até 30 de Outubro de 2005.
Coordenação científica:
Teresa Cascudo (CEIS20/Universidad de La Rioja)
Maria de São José Côrte-Real (Universidade Lusófona)
António Pedro Pita (CEIS20/Universidade de Coimbra)
CONFERENCISTAS CONFIRMADOS
Estão já confirmadas as seguintes presenças: Professora Doutora Jane F. Fulcher (Indiana University), Professor Doutor Michael Walter (Institut für Musikwissenschaft, Karl Franzens Universität Graz), Professor Doutor Rui Vieira Nery (Universidade de Évora)
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