Bibliografia

Transformações Estruturais do Campo Cultural Português, 1900-1950

Transformações Estruturais do Campo Cultural PortuguêsFoi lançado no passado dia 3, o livro Transformações Estruturais do Campo Cultural Português, 1900-1950, coordenado por António Pedro Pita e Luís Trindade. Este livro corresponde ao primeiro número da colecção A Paleta e o Mundo da editora Ariadne.

O título da colecção, coordenada por António Pedro Pita e em que se pretende publicar investigações sobre correntes artísticas e movimentos intelectuais, com destaque para os realizados no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, retoma, como se pode ler no texto da badana, «o título da famosa obra de Mário Dionísio; um gesto de homenagem que designa, ao mesmo tempo, um núcleo de preocupações dominantes: a história dos intelectuais; a articulação entre arte, ciências e cultura; a relação entre as ideias e a vida social; a noção de real e de realidade».

Reproduzem-se, de seguida, a Nota de Apresentação e o Índice da obra. 

Nota de Apresentação

Nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2004 decorreu cm Coimbra o colóquio «Transformações Estruturais do Campo Cultural Português, 1900-1950». O colóquio teve como principal objectivo reunir investigações recentes com orientações metodológicas que fossem capazes de redesenhar os campos tradicionalmente trabalhados pela história cultural. Pretendeu ainda pôr em contacto trabalhos que superassem a dependência da história cultural tradicional em relação às histórias das ideias, da literatura e da arte. Procurou, por fim, reforçar um olhar sobre o campo cultural nas suas múltiplas relações com a sociedade, a política e a economia, reunindo nesse sentido comunicações que lessem a cultura como conjunto de fenómenos que se situa sempre num determinado campo de relações; que procurassem elementos transversais no campo cultural (suportes materiais das obras; suas condições de produção, circulação e consumo; implicações políticas, sociais e económicas da reflexão e da criação); e que considerassem as obras e os percursos dos autores no interior de estruturas como os regimes políticos, os sistemas de educação, os mercados literários e artísticos, a imprensa e a opinião pública etc. O resultado foi um conjunto heterogéneo, tanto geracional como metodologicamente, de intervenções. No interior dessa heterogeneidade, porém e como este volume demonstra, é a partir de agora possível estabelecer um novo panorama sobre a cultura portuguesa do início do século XX. Ou seja, e como a mesa-redonda final aqui apresentada como ‘Conclusões?’ sugere, um panorama de novos problemas, questões e objectos que ficam em aberto a partir daqui.

 

ÍNDICE

NOTA DE APRESENTAÇÃO
António Pedro Pita e Luís Trindade

PEDAGOGIAS

ORIGINALIDADES DA UNIVERSIDADE POPULAR PORTUGUESA
Helena Neves

CIÊNCIAS

FREUD EM PORTUGAL
Os TRABALHOS DE SEABRA-DENIS NA “BIBLIOTECA COSMOS”
Ana Leonor Pereira, João Rui Pita

INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E CULTURA CIENTÍFICA
Augusto J. dos Santos Fitas

AUGUSTO DA SILVA CARVALHO (1861-1957)
HISTÓRIA DA CIÊNCIA E PRÁTICAS CULTURAIS NO SÉCULO XX
Fátima Nunes

O LIVRO, A EDIÇÃO E A LEITURA

EDIÇÃO E EDITORES NOS ANOS 30 E 40:
MERCADO DO LIVRO, ACÇÃO CULTURAL E TENSÕES
Nuno Medeiros

LEITURA PÚBLICA, EDUCAÇÃO POPULAR E POLÍTICA CULTURAL (1900-1950)
Daniel Meio

A PRODUÇÃO LIVRESCA NUMA REGIÃO PERIFÉRICA
O ALGARVE NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX
Artur Ângelo Barracosa Mendonça 

IMPRENSA E JORNALISTAS

O JORNALISMO COMO MODERNISMO
Luís Trindade

OLHARES DO POLÍTICO

"INTELECTUAIS ORGÂNICOS" E "POLÍTICOS FUNCIONAIS" DO ESTADO NOVO
(OS CASOS DE ANTÓNIO FERRO, AUGUSTO DE CASTRO, JOÃO AMEAL E
COSTA BROCHADO)
Luís Reis Torgal

OLHARES DO ECONÓMICO

RITUALIZAÇÀO SIMBÓLICA, REPRESENTAÇÕES ESTÉTICAS E IDEOLOGIA
DA CAMPANHA DO BACALHAU (1936-1974)
Álvaro Garrido

PAPÉIS

ALMADA NEGREIROS E ERNESTO DE SOUSA
O SER MODERNO EM PORTUGAL
Isabel Nogueira

NARRATIVAS PARA A REINVENÇÃO DO PAPEL SOCIAL DA ARTE E DO ARTISTA
Fernanda Maio

A GRANDE VIRAGEM
TRANSFORMAÇÕES NA FIGURA DO INTELECTUAL NOS ANOS 30
Luís Crespo de Andrade

ARLINDO VICENTE
O ARTISTA ENTRE O INDIVIDUALISMO E O COMPROMETIMENTO SOCIAL
Manuel Dias Santos

INSTRUMENTOS

CONFERÊNCIA, PORQUÊ?
António Pedro Pita

COERÇÃO, CONSENSO E HEGEMONIA NA IMPRENSA CULTURAL DOS ANOS 30
Luís Augusto Costa Dias

AS CONSTRUÇÕES DO NACIONALISMO

AS MÚLTIPLAS FACETAS DA ARTE NACIONAL
Nuno Rosmaninho Rolo 

RAZÃO VS QUIMERA NA MUSICOLOGIA PORTUGUESA
DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
Teresa Cascudo

OS NOVOS MEIOS

CINEMA E NAÇÃO
Os PRIMEIROS TRINTA ANOS DE FILMES TIPICAMENTE PORTUGUESES
Tiago Baptista

"NÃO ABORRECER, NUNCA ABORRECER"
PROPAGANDA E DIVERTIMENTO NA PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA NACIONAL
NOS PRIMEIROS ANOS DO ESTADO NOVO (1933-1945)
Manuel Deniz Silva

CINEMA COMO ARTE: INTELECTUAIS, CINECLUBES E A CRÍTICA DE CINEMA
Paulo Jorge Granja

CONCLUSÕES?
António Reis, Christophe Prochasson, Fernando Catroga

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O Compositor como Intelectual

A Oxford University Press lançou recentemente o livro The Composer as Intellectual: Music and Ideology in France, 1914-1940, de Jane Fulcher.

Professora de Musicologia da Universidade de Indiana, Jane Fulcher é também autora, entre outros, dos seguintes estudos: The Nation's Image: French Grand Opera as Politics and Politicized Art (1987), French Cultural Politics and Music: From the Dreyfus Affair to the First World War (1999). Foi editora e colaboradora do volume Debussy and His World (2000).

A Professora Jane Fulcher participará no congresso "O Artista como Intelectual", organizado pelo CEIS XX por motivo do centenário do nascimento do compositor Fernando Lopes-Graça, que decorrerá em Coimbra durante os dias 27, 28 e 29 de Abril de 2006.

Descrição de The Composer as Intellectual (retirada do site da Oxford University Press)

In The Composer as Intellectual, musicologist Jane Fulcher reveals the extent to which leading French composers between the World Wars were not only aware of but also engaged intellectually and creatively with the central political and ideological issues of the period. Employing recent sociological and historical insights, she demonstrates the extent to which composers, particularly those in Paris since the Dreyfus Affair, considered themselves and were considered to be intellectuals, and interacted closely with intellectuals in other fields. Their consciousness raised by the First World War and the xenophobic nationalism of official culture, some joined parties or movements, allying themselves with and propagating different sets of cultural and political-social goals.

Fulcher shows how these composers furthered their ideals through the specific language and means of their art, rejecting the dominant cultural exclusions or constraints of conservative postwar institutions and creatively translating their cultural values into terms of form and style. This was not only the case with Debussy in wartime, but with Ravel in the twenties, when he became a socialist and unequivocally refused to espouse a narrow, exclusionary nationalism. It was also the case with the group called "Les Six," who responded culturally in the twenties and then politically in the thirties, when most of them supported the programs of the Popular Front. Others could not be enthusiastic about the latter and, largely excluded from official culture, sought out more compatible movements or returned to the Catholic Church. Like many French Catholics, they faced the crisis of Catholicism in the thirties when the church not only supported Franco, but Mussolini's imperialistic aggression in Ethiopia. While Poulenc embraced traditional Catholicism, Messiaen turned to more progressive Catholic movements that embraced modern art and insisted that religion must cross national and racial boundaries.

Fulcher demonstrates how closely music had become a field of clashing ideologies in this period. She shows also how certain French composers responded, and how their responses influenced specific aspects of their professional and stylistic development. She thus argues that, from this perspective, we can not only better understand specific aspects of the stylistic evolution of these composers, but also perceive the role that their art played in the ideological battles and in heightening cultural-political awareness of their time.

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Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950

Apresentação do livro Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950

Será apresentado, no dia 18 de Novembro, pelas 18.00 horas, no Auditório do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, o livro Transformações estruturais no campo cultural português, 1900-1950, coordenado por António Pedro Pita e Luís Trindade, na colecção A Paleta e o Mundo, coordenada por António Pedro Pita, da Ariadne Editora.

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Afinidades, Revista da Casa Museu Abel Salazar

Afinidades.jpgFoi publicado o primeiro número (Janeiro-Junho 2005) da nova série de Afinidades, a Revista da Casa Museu Abel Salazar. Deste número, José Pacheco Pereira destaca, no blogue Estudos sobre o Comunismo, os seguintes artigos sobre Abel Salazar e Ruy Luís Gomes:

António Coimbra, «A carreira universitária de Abel Salazar»;

Ramiro Teixeira, «Breve sinopse histórico-cultural ao redor de Abel Salazar, desde a sua vida activa ate a morte»;

António Pedro Pita (organizador), «Cartas de Abel Salazar a Ruy Luís Gomes»;

Ruy Luís Gomes, «Tentativas feitas nos anos 40 para criar no Porto uma Escola de Matemática»;

Fernando Cardoso, «Ruy Luís Gornes - Um matemático português no Recife».

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Arte e Ideologia no Franquismo (1936-1951)

Ángel Llorente Hernández, Arte e Ideología en el Franquismo (1936-1951), Madrid, Editorial Antonio Machado Libros, 1995,
ISBN: 8477745730.

Arte e Franquismo.jpgEsta obra foi apresentada nas últimas Jornadas de Maio por Ángel Llorente, de quem se deixa esta breve nota biográfica, tal como foram retirados deste site:

Ángel Llorente Hernández (Valladolid, 1955) estudió Filosofía y Letras en la Universidad de Valladolid, donde obtuvo el grado de Licenciado con un estudio sobre el Equipo 57 y el Arte Normativo Español. Es Doctor en Historia del Arte por la Universidad Complutense de Madrid con una tesis sobre la cultura artística y el franquismo en la España de la postguerra.

Índice da Obra

Prólogo, Jaime Brihuega.
Introducción.
I. Teoría, retórica del arte, fascismo.

1. Antecedentes: La República. La Guerra Civil.
2. La teoría fascista del arte: entre la utopía, la banalidad y el libelo. La postguerra (1939-1951).

II. La teoría fascista de la arquitectura.
1. Discursos para un Estilo.
2. La influencia de las arquitecturas nazi y fascista.
3. Clasicismo y casticismo.

III. La política artística del franquismo.

1. Legislación sobre artes plásticas e imagen.
2. Las exposiciones del franquismo.
3. La participación en las Bienales de Venecia.
4. Las Exposiciones Nacionales de Bellas Artes.
5. El Museo Nacional de Arte Moderno.
6. Las enseñanzas artísticas. Las Escuelas Superiores de Bellas Artes.

IV: Arte franquista, arte falangista.

1. Arte militante.
2. Arte instrumental.

V. La crítica de arte en la postguerra (1939-1951).

1. Panorámica de la crítica.
2. El predominio de la crítica conservadora y la irrupción de la fascista (1939-1947).
3. El afianzamiento de la nueva crítica (1947-1951).
4. La Academia Breve de la Crítica de Arte.

Apéndice:
Los monumentos a los caídos como manifestación de la política artística franquista.

Publicaciones periódicas consultadas como fuentes (1936-1951).
Bibliografía.
Indice de ilustraciones.
Indice onomástico.

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Arte e Comunismo

Juan José Gómez (ed.), Crítica, Tendencia y Propaganda. Textos sobre Arte y Comunismo, 1917-1954, Sevilla, Editorial Doble J, 2004, 196 pp.
ISBN: 84-933265-2-6

ArteyComunismo.bmpEsta antologia, apresentada nas últimas Jornadas de Maio, reúne textos sobre as relações entre marxismo e arte, de autores como Lunatcharsky, Breton, Jdanov, Picasso, Gramsci e Brecht, entre muitos outros.
O índice e um dos primeiros textos, o programa da revista radical LEF, podem descarregar-se aqui.
Reproduz-se de seguida o texto de apresentação da obra, retirado do site associado à editora.

Editorial Doble J produce para Ediciones ISTPART esta colección de textos sobre arte y comunismo, que forma parte de un proyecto de tres volúmenes en el que se analizan las relaciones entre el marxismo y la cultura de 1850 a la actualidad a través de los escritos de sus principales exponentes. El libro abarca el periodo comprendido entre la Revolución de Octubre y el fin del stalinismo e incluye una amplia selección de escritos teóricos, directivas políticas, manifiestos, etc., muchos de ellos inéditos hasta ahora en castellano.

Los textos se presentan en forma de un debate entre los diversos planteamientos culturales asociados al movimiento comunista internacional. El volumen comienza con ejemplos de la relación entre la vanguardia modernista ruso-soviética y el Partido Comunista; continúa con las diferentes formulaciones de la cultura socialista ante la estabilización del Estado Soviético y la extensión internacional del movimiento comunista como de la consolidación comercial e institucional del arte moderno. Termina con escritos elaborados en el contexto de la muerte de Stalin que aún pretenden mantener fidelidad a los postulados anteriores, pero tan deliberadamente vagos, que son, al mismo tiempo, indicios de importantes revisiones a la cultura socialista precedente.

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O pensamento estético de Nietzsche

Santiago Guervós, Luis E. de, Arte y poder: aproximación a la estética de Nietzsche, Madrid, Editorial Trotta, 2004
ISBN: 8481646113
668 pgs

Apresentação do livro, retirada da web da editora:

A pesar de que son numerosas las interpretaciones que, a veces con inusitada violencia, se han hecho de la filosofía de Friedrich Nietzsche, no se ha prestado siempre la debida atención a uno de los aspectos más importantes de su obra y sin el cual ésta perdería toda la tensión creativa que le es propia: la reflexión radical sobre el arte. Nietzsche se funda en la convicción de que el «arte y nada más que el arte» no sólo es un «estímulo para la vida», sino también aquello que puede enseñar a vivirla y a que sea posible y soportable. El arte sería así la «actividad metafísica fundamental» del hombre, el epítome de todas sus facultades creativas, desplegadas frente a la «negación de vivir» y a las instancias que merman el sentido de la vida, expresadas en el cristianismo, el budismo y, en definitiva, el nihilismo.

El presente ensayo, fruto de años de trabajo e investigación, trata de articular estas ideas para ofrecer una nueva lectura del pensamiento nietzscheano, y es la primera obra en castellano que aborda la cuestión del arte en Nietzsche en todas sus dimensiones y en todas las etapas de su producción filosófica.

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